Passado no século XXIV, num mundo sem memória, Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, narra a história de um homem agrilhoado que ousa libertar-se das teias da censura e da repressão intelectual.
Em termos muito concisos, é esta a interpretação que irrompe do livro, escrito no pós-guerra, em 1953.
Mais do que um romance de ficção científica — ainda hoje é considerado um dos paradigmas deste género literário —, Fahrenheit 451 deve também ser lido sob a perspectiva da crítica social. Que é sustentada pelos acontecimentos históricos da década em que o livro foi escrito: nos EUA assistia-se então ao despertar da opressão política e intelectual do Macartismo e sobreviviam ainda memórias das bárbaras perseguições nazis.
AUTOR: RAY BRADBURY
EDITORA: PÚBLICO (COLECÇÃO MIL FOLHAS)
PREÇO: 4,20 €

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